A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) intensificou a pressão sobre o Executivo estadual ao aprovar, em caráter de urgência, solicitações para que sejam prestados esclarecimentos detalhados acerca do acervo histórico e artístico do Palácio das Mangabeiras, situado em Belo Horizonte. O local, que outrora serviu como residência oficial dos governadores mineiros, tornou-se o epicentro de uma controvérsia política após acusações da oposição sobre o alegado desaparecimento e extravio de bens pertencentes ao patrimônio público do estado.

As demandas aprovadas pela comissão requerem que o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA-MG), a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e o próprio governo mineiro forneçam, de maneira imediata, o inventário integral dos bens presentes em janeiro de 2019, período em que a atual administração iniciou seus trabalhos. Deputados da oposição, após realizarem inspeções no espaço, agora utilizado para eventos particulares, relatam a falta de peças como obras de arte, pratarias, volumes de livros, mobiliário de época e até mesmo enxovais.

A gestão de Romeu Zema enfrenta uma crescente pressão, amplificada pela exigência de acesso ao caderno de registros de Dona Conceição Piló. Essa antiga curadora dedicou sua vida à conservação das sedes do Executivo mineiro, tendo falecido em 2011. Os parlamentares buscam transparência irrestrita e o cruzamento de informações cronológicas para determinar com precisão a data em que os bens teriam sido removidos do local.

Em posicionamento oficial frente às sérias indagações levantadas pela Assembleia, o Governo de Minas Gerais refutou as especulações, assegurando que todo o patrimônio público encontra-se devidamente cadastrado e sob constante monitoramento em sistemas de controle oficiais. Conforme nota emitida pela administração estadual, os livros foram encaminhados à Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, e obras de arte de significativo valor histórico, como o biombo de Di Cavalcanti, foram realocadas para o Palácio da Liberdade e o Museu Mineiro.

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