Alzheimer avançado impede Fernando Henrique Cardoso de recordar presidência da República
A progressão do Alzheimer alterou profundamente a vida do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Às vésperas de completar 95 anos no próximo dia 18, FHC já não se recorda mais de ter exercido a presidência da República por dois mandatos, uma consequência da evolução da doença que afeta progressivamente a memória e as capacidades cognitivas.
Com o agravamento do quadro de saúde, a Justiça de São Paulo decretou a interdição civil do ex-presidente. Essa medida transfere a responsabilidade sobre seus atos financeiros, patrimoniais e civis para o filho, Paulo Henrique Cardoso, que foi nomeado curador legal.
Fernando Henrique Cardoso esteve à frente do governo brasileiro entre 1995 e 2002, desempenhando um papel fundamental na consolidação do Plano Real e na introdução de reformas econômicas e institucionais que deixaram sua marca no país. Sociólogo, professor, senador, ministro e presidente, ele é reconhecido como um dos nomes mais influentes da política nacional nas últimas décadas.
Especialistas na área da saúde mental ressaltam que, em estágios avançados do Alzheimer, é comum que os pacientes percam a capacidade de recordar fatos marcantes da própria trajetória, incluindo cargos ocupados e acontecimentos importantes da vida pessoal e profissional.
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