Ancelotti aponta bola parada como trunfo do Brasil e mantém otimismo para a Copa
O técnico Carlo Ancelotti, apesar de não revelar a escalação para o confronto deste sábado (13) contra Marrocos, às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos), destacou uma estratégia crucial para a estreia do Brasil na Copa do Mundo. Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (12) no palco da partida, o treinador italiano enfatizou a importância da bola parada como uma poderosa arma da equipe.
Ancelotti argumentou que, no futebol contemporâneo, as jogadas de bola parada respondem por uma parcela significativa dos gols. "Há uma estatística de que 30% dos gols saem de bola parada. Este é um aspecto importante no futebol moderno. Temos bons cobradores de escanteios e bons cabeceadores. Podemos aproveitar", afirmou o comandante. O duelo contra Marrocos é válido pelo Grupo C, que também inclui Haiti e Escócia.
A relevância desse fundamento foi evidenciada na última temporada europeia. O Arsenal, por exemplo, marcou 28 dos seus 69 gols na campanha do título do Campeonato Inglês a partir de lances de bola parada, o que representa aproximadamente 40% do total. Desses, 18 foram originados de cobranças de escanteio. Gabriel Magalhães, zagueiro titular do Arsenal e da Seleção Brasileira, contribuiu com três gols e quatro assistências na temporada inglesa, todos aproveitando escanteios ou faltas na área, demonstrando sua influência direta em sete gols da equipe e mantendo uma média de 0,8 finalização por jogo no setor defensivo.
Sem confirmar os onze iniciais para o sábado, Ancelotti garantiu que o Brasil apresentará um desempenho competitivo diante do Marrocos, semifinalista da última Copa do Mundo no Catar. O técnico ressaltou a necessidade de um "jogo completo" para superar o time africano, que classificou como "muito bem organizada, de qualidade". "Não podemos deixar nada passar defensivamente, ofensivamente ou em transição. Precisamos da bola parada forte, porque temos qualidade aí. Não há equipe pequena no futebol moderno", ponderou. Ele não prometeu o título, mas assegurou a capacidade da seleção em enfrentar qualquer adversário no Mundial, declarando: "Estamos convencidos que podemos competir contra todos. Nosso sentimento atual é positivo. Estamos confiantes para a Copa do Mundo".
Na mesma coletiva, o treinador também abordou a situação de Neymar. O atacante é o único dos 26 convocados que não participou dos treinos com o grupo, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, devido a uma lesão de grau dois na panturrilha direita. "Neymar está trabalhando muito forte para se recuperar o mais rápido possível. A expectativa é que possa voltar ao grupo na semana que vem. Ele tem uma qualidade técnica indiscutível, experiência e o exemplo que apresenta ao grupo", resumiu Ancelotti, que espera contar com o camisa 10 no segundo jogo do Grupo C, contra o Haiti, na próxima sexta-feira (19), às 21h30, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.
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