O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), confirmou nesta quarta-feira, 13 de maio, ter solicitado suporte financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo do pedido era viabilizar a produção de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar da confirmação, o parlamentar negou categoricamente qualquer irregularidade envolvida no processo.

A manifestação do senador ocorre após a divulgação de áudios e mensagens que detalham as negociações de recursos para o longa “Dark Horse”, uma biografia do ex-presidente. O material revelado aponta que Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para o financiamento da produção. Além disso, foi tornado público um áudio de setembro de 2025, onde Flávio Bolsonaro é ouvido cobrando R$ 164 milhões referentes a pagamentos atrasados ligados ao projeto.

Em nota completa, Flávio Bolsonaro reforçou a importância da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para o Banco Master, afirmando ser "fundamental" para "separar os inocentes, dos bandidos". Ele explicou que sua iniciativa se resumiu a um "filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai", enfatizando que não houve uso de "dinheiro público" nem da "lei Rouanet".

O parlamentar detalhou que seu primeiro contato com Daniel Vorcaro aconteceu em dezembro de 2024, período em que o governo Bolsonaro já havia terminado e quando, segundo ele, não existiam "acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro". O contato foi retomado, conforme explicou, por causa do "atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme". Flávio Bolsonaro negou veementemente ter oferecido "vantagens em troca", promovido "encontros privados fora da agenda", intermediado "negócios com o governo" ou recebido "dinheiro ou qualquer vantagem". Ele contrastou sua conduta com o que chamou de "relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro", concluindo a nota com a reafirmação de seu pedido pela "CPI do Master já".