Allan Kennedy Santos Figueiredo, ex-atleta do Uberlândia Esporte Clube (UEC), optou por eternizar na pele sua profunda admiração por Neymar Jr. com uma tatuagem facial. Sua paixão pelo futebol teve início na infância, acompanhando o pai nos campos, mas foi a estreia do craque pelo Santos Futebol Clube em 2010 que marcou o começo de uma devoção que perdurou ao longo dos anos, culminando agora em uma homenagem permanente em seu rosto.

A terça-feira, dia 18, foi um momento de intensa expectativa para Allan. Enquanto milhões de brasileiros acompanhavam a divulgação da lista de convocados para a Copa do Mundo por Carlo Ancelotti, Allan, rodeado de amigos, aguardava com particular ansiedade para saber se seu ídolo estaria entre os nomes escolhidos para representar a Seleção Brasileira.

O barbeiro de 22 anos, no entanto, já nutria uma forte convicção na convocação do jogador. Ele carrega consigo uma máxima que se tornou sua inspiração em momentos desafiadores: “Enquanto houver 1% de chance, eu terei 99% de esperança”.

Com a confirmação do nome de Neymar na lista de Ancelotti, Allan não hesitou sobre qual nome ocuparia o espaço que ele pretendia tatuar no rosto. Poucas horas após o anúncio, a inscrição “Neymar Jr” já estava permanentemente gravada na pele do fã.

“Eu sempre acompanhei o Neymar em tudo. Nos bons e nos maus momentos”, declarou o barbeiro. “Ele nunca desistiu e é isso que eu levo para a minha vida. Muitas vezes até o silêncio dele em campo me ensinava alguma coisa. A convocação foi só o gatilho para algo que eu já queria há muito tempo”, completou.

A identificação de Allan com o astro vai além da mera admiração pelo futebol. Antes de sua atual profissão como barbeiro, Allan também nutria o sonho de se dedicar integralmente ao esporte. Conhecido por sua habilidade em marcar gols nos campos e quadras da cidade onde mora, no Triângulo Mineiro, ele alcançou a profissionalização aos 20 anos, chegando a integrar o elenco do Uberlândia Esporte Clube.

Contudo, sua jornada no futebol foi interrompida prematuramente. Em menos de um ano no clube, Allan sofreu um rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho, uma lesão idêntica à que marcou a carreira de Neymar. “Foi um momento muito difícil. Em menos de um ano no time eu me machuquei. Foi até pior que a do Neymar, eu diria. Minha carreira acabou ali”, lamentou.

Afastado dos gramados, Allan descobriu na barbearia uma nova paixão e uma oportunidade de recomeçar, encontrando inspiração na persistência de Neymar e no ideal de nunca abandonar os próprios objetivos.

A tatuagem, como esperado, gerou repercussão e dividiu opiniões no ambiente online. Enquanto parte dos internautas manifestou admiração pela ousadia e pela homenagem, outros teceram críticas à decisão do barbeiro, que, por sua vez, assegura não se deixar influenciar pelos comentários negativos.

Para Allan, a arte corporal é um símbolo de liberdade, paixão e um pedaço de sua própria trajetória. O registro do processo da tatuagem, que circula nas redes sociais, já acumulou milhares de visualizações e interações. Em meio a essa repercussão, Allan mantém um claro objetivo: fazer com que sua homenagem alcance o próprio Neymar.

“Quero que continuem comentando. Se chegar no Neymar vai ser incrível”, expressou. “Enquanto muita gente duvidava dele, eu continuei acreditando nele e no hexa. E já aviso: se o Brasil ganhar a Copa, eu tatuo ele segurando a taça”, concluiu o fã.