Álvaro Damião, prefeito de Belo Horizonte filiado ao União, expressou publicamente seu questionamento acerca da ausência de investimentos por parte do governo estadual na capital mineira. Em declaração contundente, Damião afirmou: "Quero saber o que vão fazer para BH, porque o atual governo não fez nada. Não há nenhuma obra que você passe diante dela e diga que é do governo do estado".

O chefe do executivo municipal ressaltou que, ao longo de sete anos, a cidade não registrou a execução de obras de porte significativo atribuíveis à administração estadual. Observadores da cena política apontam que essa postura do prefeito, que enfatiza os interesses de Belo Horizonte, pode influenciar a maneira como ele definirá seu apoio nas próximas disputas eleitorais em Minas Gerais, colocando a pauta municipal acima de alinhamentos ideológicos tradicionais.

Paralelamente a essas críticas sobre a gestão estadual, o vice-governador Mateus Simões, do PSD, tem articulado movimentos no tabuleiro político. Simões garantiu possuir o respaldo de importantes lideranças em nível nacional para assumir a liderança da federação que será composta pelo União Brasil e o Partido Progressista (PP) no estado de Minas Gerais.

O vice-governador assevera ter sido o nome escolhido para conduzir essa aliança partidária. Ele também salientou que, neste momento, não há qualquer urgência para fechar definições eleitorais que possam impactar o pleito imediato. A movimentação de Simões sugere uma estratégia de consolidação de poder e influência, visando o fortalecimento do grupo político que irá representar.