Datafolha aponta impacto moderado do caso Banco Master e Flávio Bolsonaro ganha fôlego na eleição presidencial
Um levantamento do instituto Datafolha, divulgado nesta sexta-feira, oferece um panorama atualizado do cenário político nacional para as eleições presidenciais de 2026. Os dados mais recentes indicam uma oscilação na disputa pelo Palácio do Planalto e sugerem uma capacidade de recuperação política para Flávio Bolsonaro, envolvido no caso Banco Master.
Em uma simulação de segundo turno, o atual presidente da República capta 47% das intenções de voto dos entrevistados. Este patamar representa uma variação dentro da margem de erro, comparado aos resultados das sondagens realizadas anteriormente, nos meses de março, abril e no início de maio. Por sua vez, o senador, tido como o principal nome da oposição no cenário avaliado, atinge 43% da preferência do eleitorado em todo o território nacional. Esse resultado confirma a polarização na corrida presidencial e denota uma diferença numérica em relação ao estudo de meados do mês, quando ambos os pré-candidatos registravam um empate técnico estrito, com quarenta e cinco por cento cada um. A pesquisa também aponta que 9% dos eleitores declararam voto em branco ou nulo, enquanto dois por cento não souberam ou não responderam.
Esta rodada de entrevistas constitui a primeira pesquisa integralmente realizada após a ampla publicidade de mensagens de texto envolvendo o parlamentar e o proprietário de uma instituição bancária privada no país. O teor das conversas, que veio à tona por intermédio de veículos jornalísticos, revelava pedidos de apoio financeiro destinados à produção de um material audiovisual sobre a trajetória do ex-presidente da República. Os dados coletados nesta semana oferecem as primeiras indicações das reações do eleitorado diante da repercussão pública do episódio no tabuleiro político.
Avaliações feitas nos bastidores políticos sugerem que o impacto efetivo do caso, que envolveu o parlamentar e a instituição financeira, não alcançou as proporções alarmantes inicialmente anunciadas por grandes veículos de comunicação. Essa recepção mais contida nas bases eleitorais proporciona ao pré-candidato de oposição uma margem crucial e um vigor político para se reerguer progressivamente até o começo oficial da campanha eleitoral, tanto em Minas Gerais quanto nas demais regiões do país, desde que não surjam novos fatos ou ocorrências da mesma natureza jurídica ao longo do processo.
Para o levantamento, foram entrevistadas 2004 pessoas em diversas regiões, entre os dias 20 e 22 de maio. A metodologia aplicada pelo instituto define uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança estatística fixado em 95%. As informações estão sob acompanhamento de nossa equipe e a matéria será atualizada assim que novas informações forem confirmadas.
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