O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma forte declaração nesta segunda-feira (8), afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "parece o chefe do PCC". A crítica surgiu em meio à postura contrária do governo brasileiro à decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, como organizações terroristas.

Para o parlamentar, a classificação das facções representa a "maior oportunidade que nós temos de acabar com esse poder paralelo, que é o que eles são". Ele ressaltou a necessidade de "tolerância zero" e "unidade" para combater tais grupos. "Aí você olha para o presidente do Brasil, ele pensa o contrário. Parece que ele é o chefe do PCC. Muitas pessoas começam a pensar isso", declarou Flávio Bolsonaro.

As declarações foram feitas durante um almoço com o Grupo Voto, uma organização que reúne mulheres empresárias, no hotel Palácio Tangará, localizado na zona sul de São Paulo. O evento, que contava com a presença de um pré-candidato à Presidência, foi o palco para as falas de Flávio Bolsonaro, que focou nos temas de segurança pública e economia.

Flávio Bolsonaro atribuiu a crescente sensação de insegurança nas cidades à administração petista, defendendo uma reformulação no regime de cumprimento de sentenças. A proposta visa manter indivíduos que cometem crimes violentos presos por mais tempo. "Os governos do PT vieram numa linha de desencarceramento. A gente precisa de uma linha que combata a impunidade, porque foi essa a consequência dos governos do PT", pontuou o senador. Ele ainda lamentou a realidade da violência: "Todos nós [estamos] aqui sofrendo com a violência nas ruas, todo mundo anda com medo, anda preocupado. Imagina quem não tem condição de ter um carro blindado, de ter um segurança, ou de morar num condomínio, que é a grande maioria do povo brasileiro".

O senador também criticou o controle territorial exercido por facções criminosas no país, mencionando especificamente o PCC e o Comando Vermelho. Contudo, em seu discurso, ele não fez menção às milícias, grupos que também dominam diversas regiões periféricas em centros urbanos, notadamente no Rio de Janeiro, seu estado de origem.