O senador Flávio Bolsonaro foi convidado a participar de uma série de audiências públicas em Washington, organizadas pela Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC). O evento, agendado para a próxima terça-feira, dia 7 de julho, tem como pauta principal a cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos, com foco especial nas tarifas que vêm sendo impostas pelos norte-americanos sobre produtos brasileiros.

A programação oficial, divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), confirma a presença do senador no painel 8, previsto para as 10h. Além de Flávio Bolsonaro, a discussão contará com a participação de Roberto Azevêdo, em representação à Confederação Nacional da Indústria (CNI), Letícia Masselli, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), e representantes do setor calçadista norte-americano. As audiências também abordarão temas como serviços digitais e combate à corrupção, embora não haja representantes de órgãos de segurança pública brasileiros, como a Polícia Federal, na lista de convidados.

O evento integra uma investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na "Seção 301", um mecanismo utilizado para apurar práticas comerciais consideradas desleais. Entre outros convidados, destaca-se a presença de Paulo Figueiredo, comunicador e ex-comentarista, conhecido por suas posições alinhadas à direita e extrema direita e por ser um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro. Atualmente residindo nos Estados Unidos, Figueiredo participará do mesmo painel que Stefano Mozzi, da Bauducco, e de empresários e representantes da Câmara de Comércio dos EUA. O governo brasileiro, por sua vez, não participa diretamente das audiências, conduzindo as negociações por canais diplomáticos.

Flávio Bolsonaro tem se posicionado ativamente sobre o tema. Após ter um pedido rejeitado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para remover a ameaça de uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais, o senador argumentou que eventuais sanções ao sistema PIX poderiam prejudicar investimentos norte-americanos no Brasil. Ele também se comprometeu a apresentar uma proposta legislativa para impedir a internacionalização do PIX, um sistema de pagamentos frequentemente associado ao legado da gestão anterior. Em sua comunicação com Rubio, Bolsonaro defendeu que a imposição de tarifas penalizaria a população e as famílias brasileiras, utilizando indicadores econômicos para relacionar o aumento da dívida pública à condução da atual política econômica.

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