A Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de bens de quatro ex-agentes públicos da cidade de Ibirité. Entre os indivíduos impactados pela medida judicial está um ex-prefeito. A ação ocorre no contexto de uma investigação sobre um suposto esquema de funcionários que seriam designados a cargos na prefeitura sem de fato exercerem suas funções. A decisão judicial atende a um pedido formal apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Conforme informações do Ministério Público, os servidores sob apuração teriam sido nomeados para postos públicos, mas, alegadamente, não desempenhavam as atividades inerentes aos cargos, apesar de receberem regularmente seus salários. A estimativa inicial aponta que esse esquema causou um prejuízo de R$ 453 mil aos cofres públicos do município.

A ação de improbidade administrativa, que se desenrola paralelamente, envolve um total de seis ex-agentes públicos. Dentre esses, destacam-se o genro do ex-prefeito e o ex-secretário municipal de Esportes. Uma perícia técnica foi crucial para a investigação, revelando a ausência completa de registros de frequência e de documentos que pudessem comprovar a efetiva prestação de serviços por parte dos investigados.

O montante total envolvido nesta ação legal ultrapassa a cifra de R$ 2,3 milhões, valor que engloba tanto a multa civil quanto a indenização por dano moral coletivo. O MPMG ressalta que as investigações em curso indicam a possibilidade de um esquema ainda mais abrangente de nomeações irregulares, visando a favorecimentos políticos durante a gestão anterior da administração municipal.