A Justiça de Minas Gerais converteu em prisão preventiva a detenção de Paola Stefany Neto Cirino, diarista de 30 anos. Ela é investigada pela morte de um casal de idosos, de 75 e 76 anos, ocorrida em Belo Horizonte. A determinação judicial foi proferida durante uma audiência de custódia realizada na tarde da última sexta-feira, dia 3.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) havia solicitado a medida, argumentando ser essencial para assegurar a ordem pública, proteger a instrução criminal e eliminar o risco de fuga da investigada. O órgão destacou que Paola Stefany teria tentado ocultar provas logo após o crime, descartando uma blusa com manchas de sangue e trocando de roupa.

Ainda conforme o MPMG, a intenção de ocultar evidências e a mudança de local da suspeita — que partiu de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana, e foi detida em Itabira, na região Central do estado — reforçam a necessidade da prisão preventiva para a conveniência da instrução criminal e para evitar uma possível fuga. O MPMG também sustentou que a mulher responde por dois crimes de latrocínio em concurso material, considerados inafiançáveis, o que justifica a medida cautelar.

O Ministério Público de Minas Gerais apontou a existência de indícios robustos da autoria do duplo latrocínio. Entre os elementos apresentados estão a apreensão de bens pertencentes às vítimas, a localização de R$ 18.810 em posse da investigada, e a recuperação da faca que, supostamente, teria sido utilizada nos assassinatos.