Lula e Flávio Bolsonaro Correm Contra o Tempo para Fechar Alianças Estaduais
Com a proximidade do prazo para as convenções partidárias, que se estende de 20 de julho a 5 de agosto, os pré-candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), intensificam os esforços na consolidação de seus palanques estaduais. Ambos os nomes que figuram na dianteira da corrida ao Palácio do Planalto ainda enfrentam importantes indefinições em diversas unidades da federação. A montagem das candidaturas para os governos estaduais é considerada uma peça-chave para impulsionar as respectivas campanhas presidenciais.
O Partido dos Trabalhadores (PT) tem apresentado avanços em suas articulações recentes. Levantamentos indicam que Lula progrediu em negociações em Goiás, onde o apoio deve ser direcionado à pré-candidatura de Adriana Accorsi (PT). Além disso, foi alcançado um consenso em Tocantins para apoiar Laurez Moreira (PSD). Contudo, o estado de Minas Gerais permanece sem qualquer definição para o pleito de outubro, sendo a única unidade da federação ainda em aberto para o petista no contexto de avanços.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro (PL) se depara com impasses em ao menos seis frentes sem definição, incluindo Minas Gerais, Amapá, Pernambuco, Alagoas, Maranhão e Espírito Santo. Apesar dos desafios, o Partido Liberal avança em um acordo no Espírito Santo com o Republicanos, visando o apoio ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. Em Pernambuco e Alagoas, há a expectativa de que o pré-candidato possa não conseguir formar uma coligação oficial, o que se soma ao cancelamento de sua agenda em Recife para uma extensão de viagem aos Estados Unidos, onde participou de uma audiência sobre tarifaço.
Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, representa um dos mais complexos quebra-cabeças para ambas as campanhas. Para o PT, houve uma tentativa de atrair o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) para o governo estadual, convite que foi declinado. A legenda considerou, então, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que já havia lançado seu nome ao Senado Federal e criticou a articulação. Atualmente, os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes, ambos do PT, são os nomes mais cotados, em meio a discussões internas sobre a viabilidade de um candidato próprio ou o apoio a um aliado.
Flávio Bolsonaro também enfrenta indefinições em Minas Gerais, sem um nome sólido ao Palácio da Liberdade. A possibilidade ventilada é a candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), mas o político tem frequentemente adiado sua decisão, gerando pressão no PL devido à proximidade do prazo. Além dos impasses já mencionados, o senador ainda tem o Amapá e Maranhão sem expectativa de apoio. No Ceará, o PL deve manter o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB), apesar da insatisfação pública de Michelle Bolsonaro, que classificou a aliança como "com o mal".
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