Um monitor escolar de 23 anos foi desligado de suas funções na Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, localizada em São João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira. A decisão veio após o funcionário enfrentar denúncias de dois supostos crimes sexuais envolvendo alunas. A Secretaria Municipal de Educação confirmou o desligamento imediato do indivíduo, que atuava como auxiliar de aprendizagem com vínculo temporário junto ao município.

Até a última segunda-feira, 13 de julho de 2026, a Polícia Militar (PM) havia registrado dois boletins de ocorrência (BOs) contra o suspeito, cujo nome não foi revelado. O primeiro, datado de 11 de abril, refere-se a um suposto estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos. O segundo, registrado em 7 de julho, aponta para importunação sexual envolvendo uma criança de 11 anos.

No caso do estupro de vulnerável, a mãe da adolescente de 12 anos procurou a PM após descobrir mensagens e fotos enviadas pelo monitor no celular da filha. Segundo o registro policial, o próprio monitor teria admitido o ocorrido em uma mensagem enviada à mãe da vítima. A jovem, por sua vez, relatou aos policiais ter mantido relações sexuais com o suspeito em duas ocasiões distintas, no mês de janeiro, e que já sofria assédio há algum tempo.

Quanto à importunação sexual, o pai da menina de 11 anos descobriu mensagens do monitor no aparelho celular da filha. Ao tomar conhecimento da situação, ele buscou o diretor da escola, que prontamente dispensou o funcionário e levou o caso ao conhecimento da Secretaria Municipal de Educação de São João Nepomuceno. O boletim de ocorrência também indica que, embora não houvesse outras conversas, foram identificados registros de envio de fotos em modo de visualização única, cujo conteúdo a menina não conseguiu descrever.

Até o momento, a Polícia Militar informou que o suspeito não havia sido localizado. A Polícia Civil, por sua vez, comunicou que os inquéritos estão em sigilo, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), visando a proteção das vítimas, e que novas informações serão divulgadas em momento oportuno para não comprometer as investigações. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação, assinada pela secretária Liliane Ribeiro Barroso, declarou que agiu imediatamente após tomar conhecimento dos fatos, realizando o desligamento do funcionário. A pasta ressaltou que não havia registros prévios de conduta inadequada por parte do monitor. A prefeitura também está oferecendo apoio à família envolvida e cooperando com as forças policiais e o Ministério Público na elucidação dos fatos. Além disso, a secretaria orientou outras famílias que possam ter sido vítimas de situações semelhantes a procurar a polícia e o próprio órgão para que os casos sejam investigados e as providências legais cabíveis sejam tomadas.