O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12) a imposição de um bloqueio imediato ao Estreito de Ormuz. A declaração, veiculada por meio de suas redes sociais, sinaliza uma escalada nas tensões regionais, afetando uma rota marítima de vital importância global, por onde transita aproximadamente 20% do petróleo e gás mundial. A medida foi revelada um dia depois de Washington ter comunicado a entrada de duas embarcações de guerra na área, um fato que, segundo os EUA, poderia acarretar desdobramentos para outras nações que utilizam essa passagem.

Com efeito imediato, a Marinha dos EUA, a qual Trump classificou como "a melhor do mundo", iniciará o processo de bloqueio. O objetivo é interceptar todos os navios que buscarem transitar, seja entrando ou saindo do Estreito de Ormuz. O ex-presidente enfatizou, em sua rede Truth Social, que "ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar", referindo-se àqueles que eventualmente efetuaram pagamentos ao Irã em águas internacionais e que, a partir de agora, serão alvo de interceptação.

Em um endurecimento da sua posição, Trump acusou Teerã de praticar uma "extorsão global" ao bloquear rotas marítimas. Adicionalmente, ele informou que os Estados Unidos iniciarão a remoção de minas na região, visando desobstruir as vias de navegação. O ex-mandatário também emitiu um aviso categórico, alertando que qualquer investida iraniana contra forças americanas ou embarcações civis será respondida com destruição completa.

Apesar de reconhecer alguns avanços nas negociações com o Paquistão, o ex-presidente destacou que o principal entrave para a resolução da crise reside nas persistentes ambições nucleares iranianas. Ele garantiu que o Irã jamais conseguirá desenvolver ou adquirir armas atômicas, reafirmando a postura de não proliferação dos EUA.

Trump ainda sugeriu que o Irã demonstrou perda de controle sobre a situação, mencionando a incapacidade do país de localizar suas próprias minas. Em tom irônico, ele questionou a capacidade militar iraniana, especialmente após os supostos ataques americanos, evidenciando uma visão crítica sobre a eficácia de suas operações defensivas.