A comunidade do basquete brasileiro e mundial se encontra em luto com a triste notícia do falecimento de Oscar Schmidt, uma das maiores lendas do esporte, nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026. O ex-jogador de 68 anos foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), situado em Santana do Parnaíba, São Paulo, após apresentar um mal-estar no mesmo dia em que veio a óbito.

Até o momento, a causa exata do falecimento de Schmidt não foi revelada ao público, e os detalhes sobre as cerimônias de velório e sepultamento ainda não foram divulgados por sua família. Oscar Schmidt havia enfrentado um câncer no cérebro, diagnosticado em 2011, passando por diversos tratamentos ao longo dos anos. Em uma entrevista concedida em 2022, ele havia anunciado a interrupção da quimioterapia, afirmando estar curado da doença.

Conhecido carinhosamente como "Mão Santa", Oscar Schmidt detém o recorde de maior pontuador da história do basquete, com impressionantes 49.737 pontos marcados em sua carreira. Sua jornada profissional teve início no Palmeiras, em 1975. Contudo, foi com a camisa do Sírio que ele solidificou seu nome no esporte, liderando a equipe à inédita conquista do Campeonato Mundial de Basquete em 1979, marcando um capítulo dourado para o basquete brasileiro.

Em 1982, o atleta embarcou para a Europa, onde brilhou no basquete italiano, atuando pelo Juvecaserta até 1990 e, posteriormente, pelo Pavia até 1993. Na Itália, teve a oportunidade de jogar ao lado de Joe Bryant, pai da futura estrela da NBA, Kobe Bryant, tornando-se uma inspiração precoce para o jovem astro. Apesar de ter sido selecionado no draft da NBA de 1984 pelo New Jersey Nets, Oscar optou por não ingressar na liga norte-americana, priorizando sua dedicação à Seleção Brasileira.

Sua maior consagração vestindo a camisa da Seleção veio nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou o Brasil a uma vitória histórica sobre os anfitriões Estados Unidos na grande final. Após seu retorno ao Brasil, em 1995, Oscar Schmidt continuou sua trajetória de sucesso, sagrando-se campeão brasileiro pelo Corinthians. Entre 1999 e 2003, defendeu o Flamengo, onde conquistou os Campeonatos Cariocas de 1999 e 2002. Após quase três décadas de uma carreira brilhante, aposentou-se em 2003, deixando um legado imortalizado por suas induções ao Hall da Fama da FIBA em 2010, ao Naismith Memorial Basketball Hall of Fame em 2013, e ao Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil.