Peter Grieve, investidor americano e fundador da The Football Co., é uma figura reconhecida no panorama do mapeamento de ativos esportivos globais. Com vasta experiência na elaboração de propostas de aquisição e parcerias em grandes clubes, Grieve identifica o futebol sul-americano como um mercado com considerável potencial de valorização cambial.

Suas visões sobre o cenário do futebol e, em particular, sobre o Atlético, foram compartilhadas em conversa com Guilherme Frossard. Grieve expressou uma abertura constante para dialogar com representantes do clube mineiro.

“Sempre estou aberto a uma ligação deles. (…) Meu interesse no Atlético, eu tenho de ser honesto, começou há três anos, quando tive o primeiro contato. Mas acreditem em mim: esse é o meu time. Não sigo mais ninguém. Esse é o meu time. E fico decepcionado que não temos ninguém na Seleção Brasileira – o que tenho dificuldade em compreender”, afirmou o empresário sobre sua ligação com o time.

Ao abordar a realidade da posse de um clube, Grieve ressaltou as complexidades envolvidas. “Também acho que ser dono de um clube é uma situação muito delicada. Exigem que você coloque dinheiro. Os torcedores querem que você coloque dinheiro o tempo todo, cada vez mais, e eles não conhecem a realidade dos donos. Eu diria, de onde estou e observando donos de clubes pelo mundo: vocês têm um ambiente muito favorável”, pontuou.

Ele concluiu sua análise destacando o apoio financeiro contínuo que o Atlético recebe. “Vocês têm uma família que assinou cheques e continua a assinar cheques para apoiar o clube, porque eles são torcedores acima de tudo. Eles têm feito isso. Vocês não deveriam perder isso de vista. Vocês poderiam estar em uma situação muito pior”, finalizou.