A prisão da influenciadora digital Deolane Bezerra, ocorrida nesta quinta-feira (21), teve sua origem em uma revista minuciosa realizada por policiais penais na penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A ação policial concentrou-se nas celas de Sharlon Praxedes da Silva, apelidado de Maradona, e de Gilmar Pinheiro Feitoza, conhecido como Cigano, desencadeando a operação que culminou na detenção da personalidade da internet.

Durante a inspeção nas dependências prisionais, agentes de segurança pública localizaram bilhetes que continham informações cruciais. Estes documentos detalhavam planos de ataques articulados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), visando, entre outros alvos, o ex-diretor da própria penitenciária, Luiz Fernando Negrão Bizzoto.

Um dos manuscritos interceptados revelava: “aquela mulher da transportadora já entregou tudo certinho até o endereço novo do Bizzoto”. A investigação da Polícia Civil de São Paulo identificou a transportadora Lado a Lado como a empresa implicada na logística do atentado. Descobriu-se que seu gestor indireto era Everton de Souza, codinome Player, apontado como membro do PCC. A apuração ainda revelou que parcelas dos pagamentos feitos pela transportadora foram creditadas na conta bancária de Deolane Bezerra.

Conforme as investigações, o papel da influenciadora seria o de conferir “aparente respeitabilidade social” às transações financeiras. Além disso, ela teria cedido ao PCC estruturas para que o capital da facção fosse movimentado no sistema bancário formal, facilitando a circulação do dinheiro.